100 Anos de República(s): Presidentes da Câmara Municipal de Coruche


As comemorações do centenário da implantação da República em Portugal constituíram o ponto de partida para a realização do projeto “100 Anos de República(s): Presidentes da Câmara Municipal de Coruche”, cujo objetivo principal foi a apresentação dos 25 homens que, ao longo deste período, assumiram a presidência da administração local nos diferentes contextos sociais e políticos.

 



Sem juízos de valor sobre as respetivas personalidades ou acerca das governações políticas desenvolvidas, trazemos ao seu conhecimento os atores políticos que localmente foram construindo a História de Coruche e, através deles, prestamos também tributo a todos quantos exerceram e exercem cargos nas diferentes instituições políticas do concelho, independentemente da época e das circunstâncias políticas e sociais que ditaram o respetivo exercício das funções.

A praça central da vila, que, por associação ao edifício dos Paços do Concelho, emerge ao longo do tempo enquanto palco principal da dramatização política, constitui claramente o espaço urbano que mais testemunhou toda essa vivência social coruchense, pelo que a sua contínua transformação enquadra cenograficamente toda a exposição.



Em complemento, introduzimos detalhes políticos, culturais e religiosos que ajudam também à compreensão da importância da praça enquanto lugar central da vida pública local. Politicamente evidenciamos as visitas dos Presidentes da República – Américo Tomás (1966), Ramalho Eanes (1982) e Jorge Sampaio (2000) – e as comemorações das revoluções de 25 de Abril e de 5 de Outubro, enquanto nos planos cultural e religioso apresentamos dois momentos ocorridos na década de 40 que, simbolicamente, representam as respectivas manifestações sociais cuja força da tradição consolidou em Coruche: os cortejos etnográficos e as procissões religiosas. Os cortejos etnográficos, que anualmente os coruchenses aguardam com grande expectativa, tiveram o seu início no ano de 1945 e, desde então, ocorrem anualmente até aos nossos dias. As procissões religiosas, fruto da religiosidade secular do nosso povo, constituem manifestações de fé em espaços públicos e, pese embora a grande importância da devoção a Nossa Senhora do Castelo, representamo-las aqui através do registo singular da presença em Coruche da imagem de Nossa Senhora de Fátima em 1947.



Por forma a simplificar a informação, adotámos genericamente a designação atual de “Câmara Municipal” para identificar todos os executivos camarários que geriram politicamente o concelho ao longo destes 100 anos e tomámos, ainda, como referência comum para o registo do período de cada mandato, as datas de realização das primeira e última reuniões de câmara dirigidas pelos respetivos presidentes, em detrimento das datas de nomeação, tomadas de posse ou atos eleitorais que, pelas suas diferentes naturezas, suscitariam leituras distintas.

Ao longo da exposição o visitante pôde também sentir essa viagem no tempo através de pormenores no grafismo apresentado, tais como as diferenças cromáticas, tipográficas e dos ornamentos utilizados.


Tratou-se de uma exposição itinerante, destinada a espaços urbanos exteriores, privilegiando uma relação de maior proximidade com o público coruchense, que, numa primeira fase, esteve patente na Praça da Liberdade, entre os dias 30 de setembro e 28 de novembro de 2010.

Atualizado em 27-04-2020