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31-03-2025
Celebração do Foral Manuelino
O coração histórico de Coruche pulsou com energia singular. A calçada, as lajes e as pedras do Largo do Pelourinho e da Praça da Liberdade tornaram a ecoar passos, vozes e melodias de quinhentos numa recriação histórica envolvente, celebrando os 512 anos do Foral Manuelino e o Dia Nacional dos Centros Históricos. Abriu-se uma janela no tempo ao som dos grupos Troubad’Ouros e Barro Negro, que nos transportaram à época com temas trovadorescos e jogralescos. Coruche mergulhou então no espírito do século XVI perante a dramatização da concessão do Foral por D. Manuel I, encenada pela Associação Cultural Teatrário, com a participação especial de figurantes voluntários.
A tarde começou com a palestra “D. Manuel I e a vila de Coruche”, proferida pelo historiador José António Martins, que guiou os presentes pelo contexto da atribuição do novo foral e o seu impacto na reorganização administrativa do Reino. Em seguida, a encenação da leitura pública do Foral trouxe ao presente os rituais, a caligrafia e os gestos cerimoniais que outrora marcaram a vida da Vila. Um tabelião de época reescreveu em cursivo renascentista passagens do diploma manuelino, recriando a estética dos documentos oficiais do século XVI, enquanto os “homens bons” da vila eram convocados para assistir à leitura do novo estatuto. O dia culminou num beberete quinhentista, com sabores inspirados no passado, convidando à partilha e ao convívio.


























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