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Louça de esmalte

A Empresa Ferro-Esmalte de Coruche Limitada iniciou a sua actividade em 1 de Abril de 1923. Conforme a escritura, o objectivo da empresa era “o fabrico e venda de louça de ferro em preto, estanhada, esmaltada e polida, louça sanitária e artigos congéneres”. Todavia, a fábrica produzia também, sob encomenda, peças decorativas.
 
Tendo em conta a especificidade da produção, vieram operários especializados do norte e um contabilista de Lisboa, acabando todos por fixar residência em Coruche.
 
A execução destes objectos de esmalte obedecia, grosso modo, às seguintes fases: desenho; produção da peça em ferro; operação de esmaltagem – limpeza, desengorduramento e secagem; colocação da primeira camada de esmalte (pintura); cozedura e finalmente a decoração.
 
A falência foi decretada pelo tribunal em 17 de Março de 1928 e poucos anos depois instalou-se naquele espaço a fábrica de descasque de arroz.
 
 
PEREIRA, Maria Isabel Vieira; RIBEIRO, Ana Maria Figueiredo (2004) - Memória de uma Fábrica de Esmalte, Coruche: Associação para o Estudo e Defesa do Património Cultural e Natural do Concelho de Coruche.
 
Memória de uma Fábrica de Esmalte faz um retrato da fábrica que existiu em Coruche no início da década de 20 do século XX. Nele se contextualiza o país e o concelho, a fábrica – o processo de feitura, os operários, os objectos, as instalações. Este texto foi elaborado com base no livro.
 
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                       Cafeteira                                                       Travessa
   (doação de Teresa Araújo Vieira Pereira)          (doação de Maria Isabel Vieira Pereira) 
Actualizado em Quinta, 30 Setembro 2010 10:10