A ICONOGRAFIA DAS GEMAS ROMANAS (1)


A arte de gravação de gemas (pedras preciosas e semi-preciosas) deverá ter nascido com a necessidade de autenticar a propriedade de objectos ou documentos, quer fossem oficiais ou particulares. Terá sido essa a função inicial dos escaravelhos e entalhes (ambos gravados por incisão), cuja face gravada, pressionada sobre papiro, tabuinhas enceradas ou lacre, imprimiam o selo pessoal do seu proprietário, isto é, o seu sinete. Já os camafeus (gravados por desbaste, em camadas) que apresentam figuras políticas teriam como principal objectivo a propaganda política.


Com o tempo, porém, e já no Império Romano, entalhes e camafeus eram tidos como objectos de prestígio e tornaram-se autênticas obras de arte. Engastados em colares, brincos, anéis, pendentes, alfinetes de peito, braceletes e diademas, eram usados pelos próprios Imperadores – quer como ornamento das insígnias imperiais (ceptros e diademas) quer do próprio vestuário. Para as mulheres eram mesmo um ornamento pessoal indispensável.


Para além disso, passaram a ser também usados como amuletos, para protecção de homens e animais (pelas pedras em si, a que eram atribuídas virtudes mágicas, e pelos motivos e/ou inscrições nelas representados).


(1) Agradecemos à Doutora Graça Cravinho a partilha destes conteúdos.
A seu pedido, mantivemos o texto no anterior acordo.

Atualizado em 17-06-2019